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Demissão de Toninho Cecílio ainda é mistério para torcedores

Torcedores do Guaratinguetá estranham a demissao do ex-técnico mesmo depois de vitória

Muito se tem falado a respeito da recente demissão de Toninho Cecílio, treinador do Guaratinguetá, acontecida no último sábado, dia 21, após a vitória por dois a zero sobre o América de Natal. E a pergunta que a maioria dos torcedores faz é a seguinte: como pode um treinador ser demitido após o time conquistar uma vitória, jogando em casa?

Em entrevista coletiva concedida na terça-feira, dia 24, o presidente do Guaratinguetá, Israel Vieira, informou que a demissão se deu ainda no Estádio “Professor Dario Rodrigues Leite”, pouco depois do jogo, onde o treinador foi comunicado da decisão sob a alegação de que a “filosofia de trabalho do técnico era incompatível com a do clube”. De acordo com o presidente do Tricolor do Vale, algumas exigências feitas pelo treinador, as quais não podiam ser atendidas, e o fato dele ter reclamado das condições do gramado, teriam motivado a demissão.

Entretanto, o treinador veio a público dois dias depois e disse que, em primeiro lugar, que foi demitido pelo diretor de futebol do clube, Rubens Gomes, o “Rubão”, e não pelo presidente, que nem participou da conversa. Segundo Toninho Cecílio, “Rubão” disse “que não gostava do treinador e que não daria certo os dois trabalharem juntos”. “Minha demissão foi por motivos pessoais”, declarou.

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Todos sabem que o mercado do futebol profissional está repleto de empresários de jogadores que almejam ver seus atletas atuando, como forma de valorizar seus direitos econômicos, numa eventual negociação. Em muitos casos os empresários pressionam os treinadores para que eles escalem seus jogadores para as partidas, o que muitas vezes não acontece. Assim, algumas diretorias passam a interferir no trabalho da comissão técnica nesse sentido, o que gera desgaste entre treinadores, empresários e clubes.

Conhecendo a maneira de trabalhar de Toninho Cecílio é difícil acreditar que as condições do gramado e outras questões administrativas tenham sido o fator crucial para sua demissão. Alguma coisa a mais nesta relação clube - treinador não deu certo. Como disse em entrevista, “estava fazendo um bom trabalho, conseguindo com que o time melhorasse seu rendimento em campo, tanto é que tivemos neste espaço de tempo o melhor aproveitamento da série B”.

Sendo assim é impossível acreditar que a demissão do treinador tenha ocorrido por problemas perfeitamente administráveis, como acontece em quase todos os clubes do país. Pode ser que tenha havido a ingerência em seu trabalho quanto a um aspecto que ele, sério e ético, não tenha aceitado. Principalmente quando a sua demissão foi comunicada por um diretor do clube e não pelo presidente. Aliás, a presença e comportamento de “Rubão” tem sido amplamente questionada nos bastidores da torcida, justamente ele, um diretor subordinado dentro de uma escala hierárquica administrativa, que também não é nem membro da comissão técnica.

Minha tendência é a de acreditar nessa possibilidade.