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Lorena atrai novos investimentos

Lorena é conhecida como a Esquina do Brasil

Município do chamado "Fundo do Vale", Lorena começa a atrair investidores interessados em sua localização estratégica. Às margens da Dutra, a cidade fica quase no meio do caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo e na saída para Minas Gerais.

"É a esquina do Brasil, perto dos meus principais fornecedores e do mercado consumidor", diz Silvio Calegaro, diretor-geral da fabricante gaúcha de ônibus Comil.

A empresa está investindo R$ 110 milhões em uma fábrica automatizada de ônibus urbanos que deverá gerar 500 empregos diretos em Lorena.

Assim como a Comil, outros cinco projetos de investimento, incluindo um shopping, foram anunciados para o município de 83 mil habitantes, até então conhecido por exportar mão de obra para os mais abastados vizinhos do Vale do Paraíba.

Se todos os investimentos se materializarem, serão investidos na cidade R$ 435 milhões, entre 2012 e 2013.

Segundo Hans Schaeffer, diretor de Investimentos e Negócios da Investe SP, agência de desenvolvimento do governo paulista, Lorena faz parte de uma nova leva de municípios com baixos índices de desenvolvimento em que a agência vê potencial para atrair investimentos.

Com o auxílio da Investe SP, o município aprovou, em 2011, um programa de incentivos fiscais, com isenção de IPTU, redução de ISS e devolução de ICMS, entre outros.

"Aos poucos, as cidades vão aprendendo a se vender", afirma Hans Schaeffer.

Além da proximidade com o maior centro consumidor do país, Lorena está próxima de grandes montadoras, como Volkswagen (Taubaté) e GM (São José dos Campos), e também da Embraer.

ENGENHARIA DA USP

A cidade conta ainda com um campus de engenharia da USP, além de duas outras universidades, totalizando 8.000 alunos de graduação.

"Com novas vagas já anunciadas, iremos para 15 mil alunos em três anos", diz o secretário de Desenvolvimento Econômico de Lorena, Gustavo Rodrigues.

Outra atratividade do município é abundância de terrenos e o preço do metro quadrado, inferior ao de cidades vizinhas. Mas ainda vai demorar para que os investimentos se traduzam em bem-estar para os moradores.

Após anos de crise que levaram à cassação do prefeito, a prefeitura está deficitária. Por falta de dinheiro, neste ano, não vai ter Carnaval na "esquina do Brasil".

Informações da Folha S.Paulo