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Criatividade do poeta das curvas deixará saudades

Diria que sou um ser humano como outro qualquer que nasceu, viveu e morreu. (Oscar Niemeyer)

Nesta última quarta-feira (5) o Brasil perdeu o talentoso arquiteto Oscar Niemeyer, que completaria 105 anos no dia 15 de dezembro. Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares, se formou engenheiro arquiteto pela Escola Nacional das Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934 e sempre foi ousado nas suas criações.

De um dom ímpar na arquitetura, Niemeyer estabeleceu novos critérios de utilização do espaço e inovou no uso de materiais.

O arquiteto introduziu no Brasil algumas das mais avançadas técnicas arquitetônicas do século XX e consequentemente ganhou diversos prêmios internacionais.

Niemeyer começou a trabalhar na área de arquitetura no escritório de Lúcio Costa. E o seu primeiro trabalho juntamente com a equipe de Lúcio foi projetar o prédio do Ministério da Educação – Edifício Gustavo Capanema, um dos marcos da arquitetura brasileira.

Oscar Niemeyer e seu antigo mentor Lúcio Costa, representaram a mais alta expressão da arquitetura moderna brasileira, principalmente pelo papel que desempenharam na construção de Brasilia.

O arquiteto brasileiro teve bastante influência em suas obras de Le Corbusier, mas seus projetos também fazem referência à arte colonial barroca, incluindo o estilo decorativo português dos azulejos.

O arquiteto foi um dos profissionais mais premiados e influentes do mundo.

Entre as obras mais importantes de Niemeyer destacam–se :

as obras realizadas em Brasilia:
o pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Nova York de 1939, que afirmou a arquitetura moderna brasileira no exterior;
o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte:
o Instituto Tecnolólgico da Aeronáutica, em São José dos Campos:
entre outras.
Niemeyer também tem obras em outros países como: Venezuela, Alemanha, Itália, Portugal, Israel, Gana, França e Rússia.

O arquiteto teve uma única filha Anna Maria, que faleceu em junho deste ano. Niemeyer deixou a esposa Ana Lúcia Cabreira, com quem se casou aos 90 anos em 2004, quatro netos, treze bisnetos e seis tataranetos.