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Retiradas das árvores da Avenida Monumental preocupa moradores de aparecida

Feira de Aparecida será reorganizada e ambulantes que saíram das avenidas da Rodovia Federal serão colocados as margens dos prédios que dão fundo com a linha do trem

A cidade de Aparecida conhecida tradicionalmente como “Aparecida do Norte”, recebe muitos romeiros durante todo ano que visitam o Santuário Nacional para agradecer as graças alcançadas. Muitos romeiros aproveitam a oportunidade para visitar os outros pontos turísticos de Aparecida, sendo que o mais procurado é a feira que acontece todos os finais de semana. Com o passar dos anos houve um aumento muito grande das bancas, que atualmente ficam localizadas nas Avenidas Monumental, Júlio Prestes e Getúlio Vargas. Porém, de alguns anos para cá começou uma discussão em Aparecida, de qual seria a melhor maneira para reorganizar a feira. A discussão ficou ainda mais acirrada a partir de 2006 quando as Avenidas Júlio Prestes e Getúlio Vargas, que rodeiam o Santuário Nacional passaram a integrar a Rodovia Federal, sendo administrada pela Polícia Rodoviária Federal. Desde então surgiu o impasse onde colocar as bancas que ficam localizadas naquele local. Como nenhuma solução foi tomada pela administração da cidade, O Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo a retirada das bancas das mediações que pertencem a Rodoviária Federal. E o prazo determinado para a retirada dos ambulantes dessas avenidas é até o dia 29 de novembro. O mês está acabando, mas o drama dos comerciantes,ainda não, pois o espaço que a Prefeitura Municipal resolveu colocá-los ainda não está pronto para recebê-los. As árvores do canteiro central da Avenida Monumental estão sendo retiradas, para que a feira seja reorganizada e o local preparado para receber os ambulantes Mas, a decisão da prefeitura, de cortar as árvores da Avenida Monumental, tem gerado polêmica na cidade, pois alguns munícipes acreditam que outro local poderia ter sido disponibilizado e assim as árvores centenárias plantadas na avenida seriam preservadas. Fica, ainda, a dúvida se a prefeitura vai realizar um trabalho de compensação com a derrubada das árvores. Um morador de Aparecida, que preferiu ter sua identidade preservada, disse que a cidade tem uma infinidade de ruas próximas da feira que poderiam receber as bancas que precisam sair da Rodoviária Federal e, que em nenhum momento este planejamento foi considerado. Além disso o morador também relatou que está preocupado com a questão ambiental da cidade, tanto na área urbana quanto na rural. Segundo o Secretario de Comércio e Indústria e Ambulante, e Secretário também da Segurança Pública de Aparecida, João Luiz Mota conhecido como “Dão”, o único espaço que a prefeitura tem para colocar as bancas é na Avenida Monumental, onde já funciona a maior parte da feira, que atualmente conta com 2.100 bancas. Os ambulantes que saíram das avenidas da Rodovia Federal serão colocados na lateral do lado esquerdo da feira, margeando os prédios que dão fundos para linha do trem. “Evidentemente que essas bancas não cabem na Avenida Monumental sem a retirada do canteiro central, vamos alargar mais um pouco essa avenida para poder comportar todos os ambulantes. E infelizmente para esse trabalho ser realizado é necessário cortar as árvores”, afirmou João Luiz Mota. De acordo com João Mota, das 40 árvores que estão sendo retiradas, somente 10 são nativas, as das espécies Paul Brasil e Pau Ferro e serão replantadas à margem do Rio Paraíba ao lado da igreja São José. “Antes de tirar essas 40 árvores nós já começamos a fazer o trabalho de compensação e começamos plantando 45 árvores no acesso do Boulevar, que fica na escadaria que liga a Basílica Velha com a parte baixa da passarela. Também vamos plantar mais 100 árvores, na Avenida Pedro Hussein, sentido Porto Itaguassu e 60 árvores de “Pau Brasil” no morro da Santa”, disse João Mota. As árvores retiradas da Avenida Monumental que não serão replantas estão sendo picadas e levadas para as olarias da cidade. Segundo João Mota, a prefeitura vai pedir um pouco mais de paciência por parte da Justiça Federal, para que deixem os ambulantes na rodovia até o termino das obras na Avenida Monumental. A expectativa é que a obra termine daqui quatro meses. “O projeto é definitivo, não é somente o piso, mas vamos, também, reorganizar a feira. Vamos elaborar uma lei para que não seja criado comércio ambulante em nenhum outro lugar de Aparecida”, afirmou João Mota. A obra que está sendo feita na Avenida Monumental custará, para o cofre público do município, dois milhões e duzentos mil reais. Matéria publicada no Jornal Vale Vivo http://issuu.com/jornalvalevivo/docs/edicao43