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Governo propõe plano de carreira para professores de universidades.

Professores das instituições federais estão a mais de 85 dias de greve.

Os professores das instituições federais estão a mais de 85 dias em greve reivindicando por melhorias no plano de carreira. Mas, na sexta-feira (13) o Ministério do Planejamento propôs um novo plano de carreira para a categoria.

O governo propôs aos professores uma redução dos níveis de carreira, pleiteada pelas entidades que representam os professores, além de um reajuste que, considerando o salário dos docentes em fevereiro deste ano, chegaria até 45% em três anos, a partir de 2013.

Em maio, o governo federal editou uma medida provisória que concedeu reajuste de 4% à categoria, retroativo a março de 2012. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, a proposta apresentada hoje inclui este aumento, que já foi incorporado aos salários dos docentes. A ministra Miriam Belchior afirmou que o reajuste vai custar R$3,9 bilhões ao governo em três anos.

De acordo com os dados do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), o movimento conta com a adesão, total ou parcial, de professores de 56 das 59 Universidades Federais e 34 dos 38 Institutos, além dos dois Centros de Educação Tecnológica (Cefets) e do Colégio Federal Pedro II. Servidores das Universidades e Institutos Federais também estão paralisados desde 11 de junho.

A categoria dos docentes pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimos do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.


A proposta do governo federal, que entraria em vigor a partir de 2013, reduz de 17 para 13 os níveis da carreira, como forma de incentivar o avanço mais rápido e a busca de qualificação profissional e dos títulos acadêmicos.

Em nota, o ministério afirmou que todos os docentes federais de nível superior terão reajustes salariais, além dos 4% concedidos pela MP 568 retroativo a março, ao longo dos próximos três anos. Pela proposta, o salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva será de R$ 8,4 mil. Os salário dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, passarão de R$ 7,3 mil (valor referente a fevereiro) para R$ 10 mil.

Ao longo dos próximos três anos, ainda de acordo com a proposta do governo, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva passará de R$ 11,8 mil (salário de fevereiro) para R$ 17,1 mil. O aumento, neste caso, é de 45%.

No caso dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, além da possibilidade de progressão pela titulação, haverá, segundo a proposta do governo, um novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulada ao longo da atividade profissional de cada docente.

Desta forma, o governo federal atende a reivindicação histórica dos docentes, que pleiteavam um plano de carreira que privilegiasse a qualificação e o mérito. Além disso, torna a carreira mais atraente para novos profissionais e reconhece a dedicação dos professores mais experientes, informou o Ministério do Planejamento.

Fonte: G1