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Cientistas definem inovação e educação como desafios do país

Essa foi uma das conclusões apresentadas durante a Reunião Regional da (SBPC) no Vale do Paraíba, realizada quinta (5) e sexta-feira (6) no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O Brasil já avançou bastante no campo da ciência e tecnologia, mas se quiser continuar crescendo e ser realmente competitivo terá que enfrentar dois grandes desafios: fomentar a inovação e melhorar a educação básica.

Essa foi uma das conclusões apresentadas durante a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Vale do Paraíba, realizada quinta (5) e sexta-feira (6) no Parque Tecnológico de São José dos Campos e que teve como tema: “Tecnologias para um Brasil competitivo”.

Para a presidente da SBPC, Helena Nader, os baixos resultados no ensino básico, especialmente no ensino médio, afetam diretamente a qualidade dos processos de aprendizagem nas universidades e, consequentemente, a produtividade científica. Ela ainda lamentou a 64° posição ocupada pelo Brasil no ranking dos 100 países mais inovadores do mundo (Global Innovation Index 2013), que atribuiu ao aparato legal e ao baixo investimento do setor privado.

A presidente da SBPC reconheceu os importantes incentivos governamentais concedidos ao setor nos últimos anos e citou São José dos Campos como exemplo e “motivo de orgulho” para o país.

“Escolhemos São José para realizar a Reunião Regional da SBPC pelo que o município representa no campo da ciência, tecnologia e inovação. A cidade apresenta hoje um dos maiores índices de instituições de ensino ligadas ao setor por metro quadrado”, disse Nader.

“Ciência, tecnologia e conhecimento são fundamentais para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o prefeito, quinta-feira (5), na abertura do evento, que reuniu mais de 150 pessoas, entre autoridades, representantes de instituições de ensino, professores e estudantes.

São José dos Campos concentra um conglomerado significativo de instituições de ensino superior públicas e privadas, como ITA, Unesp, Unifesp, Fatec, Unip e Univap. Além disso, conta com dos parques tecnológicos, o DCTA, o INPE, a Embraer e inúmeras empresas fornecedoras do setor aeroespacial.

Com toda essa massa crítica de elevado teor científico e tecnológico, a cidade é reconhecida no Brasil e no exterior pela excelência na formação de recursos humanos altamente qualificados, e pelos produtos que sua indústria desenvolve. “Esse modelo tem de ser replicado no país”, recomendou Helena Nader.